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    por Márcia Alves

 

 

RenovaBio:
menos emissões

 

O RenovaBio, programa do governo federal que deverá impulsionar o etanol, foi lançado em dezembro do ano passado.


Colocado em consulta pública no primeiro trimestre, o programa teve suas diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho. Em suma, as diretrizes estratégicas indicam a necessidade de introduzir mecanismos de mercado para induzir a eficiência produtiva e a competição, com a menor emissão de gases.


“Cada produto terá um valor ou uma nota. Por exemplo: se o etanol de milho tiver a nota 1, talvez, o etanol de cana tenha nota 6. E daí haverá estimulo para o produto que seja mais sustentável e com maior redução de emissões, desde o plantio até o escape dos veículos”, explica Pádua.


O horizonte do RenovaBio é 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas, acertadas na COP 21, de Paris, quanto à redução de 43% das emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo por base 2005. O programa deverá estabelecer metas de uso de biocombustíveis atreladas a emissões de gases de efeito estufa. O setor sucroenergetico acredita que o próximo passo do governo para colocar o RenovaBio em prática será uma medida provisória, provavelmente, em agosto.


Já o diretor de Planejamento Estratégico do sindicato nacional das distribuidoras (Sindicom), Helvio Rebeschini, destaca a importância do programa diante do esgotamento de capacidade das refinarias. “Entendemos que em dez anos, até 2030, dificilmente teremos uma refinaria pronta do zero. Por isso, o RenovaBio é importante para o nosso pais, até para complementar a demanda de biocombustíveis.


Durante os próximos anos, o processo de importação ainda será necessário, mas existe espaço para todos”, diz.


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